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Chuvas

Barragens estão com mais de 50% da capacidade

Foto: Edinael Castro

Barragem de Umari é estratégica para o abastecimento de água na região

As chuvas de fevereiro e de março aumentaram também o volume das principais barragens do Estado. Os dados são do Instituto de Gestão de Águas do Rio Grande do Norte (Igarn), divulgados sexta-feira (15).

Localizada no Vale do Açu, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do Rio Grande do Norte, acumula 1,37 bilhão de metros cúbicos (m³) – 57,21% da capacidade total. No relatório divulgado em 15 de fevereiro, estava com 1,23 bilhão de m³ (51,86%).

A barragem Santa Cruz do Apodi acumula 363 milhões m³, equivalentes a 60,54% da capacidade total. Em meados de fevereiro, acumulava 344,6 milhões (57,46%).

Já a barragem Umari, em Upanema, acumula 226,1 milhões m³ (77,22%). Em 15 de fevereiro, estava com 219,1 milhões, 74,84% da capacidade total.

Umari é estratégica para o abastecimento de municípios do Oeste, Médio Oeste e Alto Oeste em períodos emergenciais. Na seca de 2012 a 2018, foi usada também para levar água, através de carros-pipa, para municípios da Paraíba.

Outros mananciais monitorados pelo Igarn com mais de 70% da sua capacidade são: Mendubim, em Assu (79,15%); barragem de Pau dos Ferros (71,13%); açude Flechas, em José da Penha (73,19%); e Malhada Vermelha, em Severiano Melo, com 85,56%.

 

Açude no Seridó vai de seco a cheio em um mês

 

Em pouco mais de um mês, o açude Dourado, usado pela Caern para abastecer Currais Novos, passou da condição de seco para totalmente cheio. O Dourado tem capacidade para 10,3 milhões m³. No início de fevereiro, tinha apenas 630 mil metros, equivalente a 1,42% da capacidade.

A situação era tão crítica que o governo do Estado, em comum acordo com a Codevasf, responsável pela obra, antecipou a construção do trecho 4-Norte da Adutora Seridó, preparando a infraestrutura para enfrentar um possível colapso no fornecimento de água de Currais Novos e Acari. Juntos, os dois municípios têm quase 52 mil habitantes.

Gargalheiras

No final da noite de quinta-feira (14), o Dourado atingiu a capacidade máxima e transbordou. A água que sai pelo sangradouro vai para o Gargalheiras. A última vez que o reservatório transbordou foi em março de 2020.

Assim como o Dourado, o Gargalheiras estava seco no início de fevereiro. A medição feita sexta-feira (15) registrava 10,9 milhões m³, 24,7% da capacidade, 17 vezes maior do que tinha em 1º de fevereiro.

Volume do Gargalheiras chegou a 24,7% da capacidade (Foto: Raiane Miranda)

 

Outros reservatórios estão cheios

 

A barragem Campo Grande, em São Paulo do Potengi, com capacidade para 23,1 milhões de metros cúbicos, e o açude público do município de Encanto, com capacidade para 5,19 milhões, completaram 100% da capacidade e também transbordaram quinta-feira (14).

Com capacidade para 8,27 milhões de m³, o açude Passagem, em Rodolfo Fernandes transbordou um dia antes, quarta-feira (13).

Outros reservatórios monitorados pelo Igarn, que já “sangraram” em 2024, foram o açude Santa Cruz do Trairi, em Santa Cruz, com capacidade para 5,15 milhões, que sangrou segunda-feira (11); o  Beldroega, em Paraú (8 milhões), teve sua sangria registrada em 8 de março.

O açude Pataxó, em Ipanguaçu, com capacidade para 15 milhões, tinha 6,5 milhões de metros cúbicos em 1º de janeiro de 2024, atingiu 100% no dia 28 de fevereiro e assim permanece.

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