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Lei Estadual

Castanha de Serra do Mel vira patrimônio do RN

Foto: Divulgação

Caju e castanha: fundamentais na economia da Serra do Mel

O Governo do Estado sancionou a lei 11.367/2023, que considera a castanha de Serra do Mel Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte. A sanção foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOU), edição de sábado (21).

Localizado na região Oeste, a 40 quilômetros de Mossoró, o município de Serra do Mel é um dos destaques no Brasil no quesito produção de castanha de caju. A lei 11.367/2023 é originária de projeto de lei do deputado estadual Albert Dickson (Pros).

Aprovada na Assembleia Legislativa, a proposição, agora lei, reforça a posição de Serra do Mel como referência na produção de castanha de caju, que tem alta relevância econômica e cultural no município e no Estado.

“Do Caju tudo é aproveitado. Do pedúnculo, rico em vitamina C e vitamina B12, é possível a produção de outros subprodutos industrializados como: doce, polpa, cajuína, carne básica do caju, bife, paçoca, omelete, cuscuz, sopa, mel natural, rapadura, bolo, geleia, pastel, pão, biscoitinho, hambúrguer, licor, dentre outros. Já a castanha de caju é rica em proteínas, calorias, carboidratos, cálcio, fósforo e ferro”, ressalta Albert Dickson.

Segundo ele, essa diversificação, a partir de um único fruto, facilita o acesso dos pequenos produtores rurais de castanha de caju da Serra do Mel a diversos mercados, além da venda in natura do pedúnculo para fábricas de suco.

Importância

O Rio Grande do Norte é um dos maiores produtores de castanha de caju do Brasil, e Serra do Mel tem papel fundamental nesse desempenho. O Estado, aliás, pode retomar o protagonismo nacional da produção de castanha de caju, como ocorreu até meados de 2010.

Segundo prognóstico feito pelo chefe da Embrapa Agroindústria Tropical, Gustavo Saavedra, o Rio Grande do Norte deve triplicar a produtividade nos próximos oito anos, saltando de 17 mil toneladas para 50 mil toneladas produzidas ao ano.

A “virada da cajucultura potiguar”, como classifica Saavedra, deve ocorrer a partir da inserção em pomares de regiões serranas do estado, a exemplo de Serra de Santana, de dois novos clones de cajueiro-anão desenvolvidos pela Embrapa.

Adaptados às condições climáticas da região por meio de melhoramento genético, os clones possuem, como principal característica, a alta produtividade.

“Triplicar a produção é uma meta bem realística. O clone 1 e o clone 2, como estão sendo chamados, passaram por testes e performaram muito bem nas regiões de serra, com produtividade bem elevada. Isso traz novas perspectivas para a cajucultura potiguar, a partir do momento que temos disponível, também, excelente melhoramento genético e excelente manejo, indispensáveis ao aumento na produção”, avalia Gustavo Saavedra.

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