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Interinamente

Oligarquia Alves volta ao topo no RN após 20 anos

Foto: Divulgação

Walter Alves e Fátima Bezerra na transmissão do cargo, ontem

A oligarquia Alves e o MDB estão de volta ao topo do Executivo no Rio Grande do Norte, embora de forma interina. Ontem à noite (26), o vice-governador Walter Alves (MDB) assumiu o Governo do Estado, com a viagem administrativa à Europa da governadora Fátima bezerra (PT).

Filho do ex-governador, ex-ministro e ex-senador Garibaldi Filho (MDB), Walter Alves permanece no comando do Estado até domingo (5). Assim, a oligarquia Alves volta a governar o Rio Grande do Norte pela primeira vez em mais de vinte anos.

Eleito em 1994 e reeleito em 1998, ainda na sigla PMDB, Garibaldi foi governador até abril de 2002, quando renunciou para concorrer ao Senado. Assumiu, na época no PPB, o vice Fernando Freire.

Desde então, o MDB dos Alves viu ascender ao Governo do Estado Wilma de Faria (eleições de 2002 e 2006 – nesta, derrotando o próprio Garibaldi); Iberê Ferreira (com a renúncia de Wilma para disputar o Senado, em 2010); Rosalba Ciarlini (2010); Robinson Faria (2014) e Fátima Bezerra (2018).

Em 2022, o MDB indicou Walter Alves como vice da governadora. A assunção ao Governo do vice-governador, portanto, coroa essa aliança exitosa para a oligarquia Alves.

Ainda fazem parte dessa ala político-familiar o ex-deputado federal Henrique Alves (PSB) e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) – ambos derrotados em 2022, respectivamente, à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. Carlos Eduardo também perdera ao Governo do Estado, em 2018.

Aluízio e Agnelo Alves abriram caminho (foto: Arquivo TN)

Oligarquia longeva

Todos são produtos do grupo político criado por Aluízio Alves (1921-2006), que consolidou poder ao vencer a disputa pelo Governo do Estado, em 1960. Também foi expoente dessa ala política o jornalista Agnelo Alves (1932-2015), ex-deputado estadual, ex-senador, ex-prefeito de Natal e de Parnamirim.

Aluízio, pai de Henrique, e Agnelo, pai de Carlos Eduardo, são irmãos do ex-senador Garibaldi Alves (1923-2022), pai de Garibaldi Filho.

Walter Alves, pois, compõe a terceira geração dessa oligarquia política, que se mantém ativa há pelo menos 78 anos, quando, em 1945, Aluízio Alves foi eleito deputado federal.

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